segunda-feira, 30 de agosto de 2021
A Dança da Vida
quarta-feira, 11 de agosto de 2021
ROMPANTE
O incólume abismo
Que se estende nessa relva
De ervas daninhas
Que crescem em pensamentos
E o lugar em que se fixa
O peso do existir
Como troncos que se alinham
Em flamejos de consciência
A história que se finda
No vão da existência
Sob auras de morte
De minha decadência
Na amargura que apresenta
Um doce pesar
De um corpo sem vida
Mas que pode andar
E nessa tênue indiferença
Ao vilipêndio do existir
Em suma desistência
Da vida que ruiu
E no algoz da tormenta
De um sopro carnal
A paixão que atormenta
O sacrifício final....
quinta-feira, 5 de agosto de 2021
GRITOS
E o sarcasmo real
Que se encontra no padecer
De um eterno amanhecer
Entre vias escuras
Da mente insana
E os vapores corpóreos
Que instigam a farsa
Da existência plena
Entre curvas entranhas
De uma terra reticente
O embrionário
Perdão que se adentra
De um desfeito que clama
Entre horrores que ficam
Nos percalços da mente
O socorro que não chega
De um pedido que não foi feito
Um grito sufocado
Que estufa o peito
E assombra o rosto
Intriga mortal
Que afeiçoa o seu laço
De um corte profundo
Na carne amargurada
De um estágio avançado
E o barulho da mordaça
Que lhe foi presenteada
Em sua própria sabedoria
Na sua alma entrelaçada
Em contusão
Profundas são as veias
Desse corpo mal acabado
Que foram se estendendo
E o sangue colapsado
Destoa do existir
Em faces de um horror
Que se adentra na emoção
Das paixões que se amontoam
E enclausuram o coração
Um tornado
Se são em vias de se acabar
Que se encontra a esperança
Nesse rito de passagem
De um sopro de vida
Surge a fúnebre dança....
quarta-feira, 4 de agosto de 2021
QUEDA
quarta-feira, 28 de julho de 2021
Equílibrio
E o balanço continua
Em movimento pendular
Sobre sua própria forma
Anula o seu extasiar
O contraste da sensação
Que se amplia em emoções
Sobre o tenso existir
Derrubada em ilusão
Por entre caminhos extensos
Em voltas infinitas
Em uma dimensão contornada
Da desenfreada ambição
E essa tenra agonia
Que perpassa o tempo
De um lapso de realidade
Que acentua o desejo
Sinistra amargura
Desenvolta em laços
Que se torcem em meu pescoço
E ampliam o pesar
E nessa longa estrada
Que parece não ter fim
O salto que se aproxima
Do eterno não existir
E sobre mechas viscerais
De um açoite fatídico
Que se estende nessa porta
Do sonhos dos loucos....
terça-feira, 6 de julho de 2021
A Ilusão
E o entrave se apresenta
Ardil em sua tormenta
Entre turbilhões do pensar
Sem aviso se põe a chorar
E na outrora era que se vai
O pensamento emocionado se desfaz
E enxerga dentro da realidade
O profundo abismo que se encontra
E nessa andança infinita
Por entre paixões escarnecidas
Nas entranhas de uma alucinação
Sente a infâmia de sua solidão
Essa ânsia que se faz
Presente em profunda agonia
Entre as feras da sua própria mente
Que dilaceram sua própria carne
E o muro que se ergueu em sua volta
Lhe dá o tom da derrota
Essa que veio de si mesma
A revolta contra seu próprio pesadelo
Criação que lhe foi concedida
Por sua própria existência mal vivida
E nessa extrema cadência
De atos que se esvaziam
E o surto que se inicia
No topo daquela epifania
De uma percepção real
Da dimensão do imemorial
E nessa caminhada terrena
Em que essa alma por aqui pena
Nas esquinas das ruas estreitas
Que vagueiam entre tristezas
Essa glória infernal
Que se põe a caminhar
Entre sua própria enxaqueca
De ilusões reais....
sexta-feira, 2 de julho de 2021
O fosso
O estímulo feral
A chaga mortal
A intempérie da alma
Com força espectral
E o sopro da vida
Quase desfaz
Em fuga plena
A barragem da mente
Que represa o pensar
Agressivo, e mortal
Esforço colossal
E no intento do saber
A canção da alegria
Sob uma triste melodia
O estopim de uma guerra
Que se passa no limiar
Na fronteira da loucura
Com o mar sentimental
E o encanto da emoção
Não passa de uma ilusão
Que fere o âmago do existir
Essa dança sem fim
Por um ignóbil lamento
Que encerra em si mesmo
A seu próprio contento
E os passos que se seguem
Em plena alusão
Ao grito de decepção......
quarta-feira, 30 de junho de 2021
O incêndio
O silêncio infinito
Que percorre o interior da alma
Em um lodo de existência
Por sobre uma alegoria de sofrimento
E uma tristeza sem fim
Que percorre o amargor
Da insistência em viver
Na presteza da finalidade
E um surto de descolamento
Do teor em que se aperfeiçoa
A herança em suma perfeição
Da morte que se perfaz
A ironia do amalgama
Das dores que se afundam
Cada vez mais suave
Cada vez mais profunda
E no limiar dessa sensação
A pergunta que se perfaz
Será que devo seguir?
Ou será que devo parar?
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Imagem
O símbolo sagrado
Que se expõe sem harmonia
Essa imagem mal fadada
Que enxergo no espelho
E o passo da percepção
De um mundo material
Realidade lancinante
Que aqui faz sua morada
E na entranha de um sentir
Um holocausto do real
O império da mentira
Que desponta deste local
Assim sendo o horror
Um espectro do querer
Porém é um pote vazio
Que se quebra ao amanhecer
Entre as frias sensações
Que se embolam no calor
Destreza da emoção
Que desanda em ardor
E na súplica que faço
Pare este maldito sentir
Tormento que realiza
Vindo de dentro a fluir
O suplício é emoção
Que se faz em esplendor
Mas a chama que se acende
Queima da cabeça ao coração
Reverbera
São abertos os portões
As bestas se aninham
Nessa luta insana
Do flagelo da agonia
E na espiral do infinito
Que imanta os corações
Punhaladas certeiras
Que destravam solidões
O muro que aqui se ergue
Cada vez mais frágil
A cerâmica que se quebra
Ao primeiro som de estalo
E essa fria sensação
Fúnebre que me cai
Trancada nesse caixão
De uma raiva voraz
O insosso do meu ser
Que se amarra na prisão
Desse insistente tormento
A insistente ambição
E as formas espectrais
Que perpassam em minha mente
Se colocam a dançar
Em um escárnio ascendente
Não te aflijas ó estranho
Que se passa no umbral
Desta tola resistência
É o menor daquele mal....
Gloriosa
O fogo que exala
De uma maldita visão
Pervertida em ódio insano
Que apodera o meu ser
E na calada vil
Que se apossa do pensar
Exala o odor
De ferro rubro que se esvai
No tecido neuronal
Que se explode em distensão
O erro da criação
Esse antro de maldição
O escuro que aparece
E invade o meu querer
De forma belicosa
Se afunda sem sorver
Passos fracos em direção
A clareira da perdição
Nessa eterna dança
Que mutila minha sensação
E com a fraqueza deste sentir
Me coloco a disposição
Para que ela venha logo
E alivie essa tensão
Realidade
quarta-feira, 16 de junho de 2021
terça-feira, 15 de junho de 2021
Belicoso
segunda-feira, 14 de junho de 2021
O PULSAR
Em instantes variados
O limiar da escuridão
Desponta dos ossos
Se esvai pela carne
E em toda extensão
Do sentir imortal
O cheiro da derrota
Entranhado no âmago
E em frações atemporais
De devaneios insanos
Parte o plano
Rumo ao infinito
Seguindo essa sensação
De um segundo a badalar
O relógio escatológico
Que se põe a rodar
A enxurrada represada
Em transes matinais
Em sua tensão vespertina
Segue ineficaz
Andando por essa terra
De temores viscerais
O encanto do caminhar
Se perde, só se desfaz
E em vertentes do existir
Meras coincidências materiais
Que não impulsionam o sentir
Só destroem o que já não há
E embalada nessa dança
Da eterna sedução
Do encanto da libitina
Sua voz aqui se faz.....
domingo, 13 de junho de 2021
A tormenta
O intenso orvalho do meu pesar
Amanhece em vultos de confusão
A teia da semente do ódio
Profundo em todas as minhas veias
Em vieses de afirmação
Da conformidade em existir
Enquanto sombra de um ideal
Que nunca vai atingir
E por esse caminho insano
Correndo para o fim
O eterno sufocar
Do próprio suplício
A aura da confiança
Definha pela queda
Do topo da montanha
Em que ficam as sequelas
E no alto da frustração
Dessa derrota do real
O sentimento com que luto
Me atormenta no abissal
E o fim que tanto almejo
O alívio final
Te suplico ó gloriosa
Aquela do manto mortal
sexta-feira, 11 de junho de 2021
Caminhar
O sussurro que ouço em meu sono
O dilema daquele existir
Será por fim o real?
Ou apenas o tão esperado fim?
Sombria e crua decepção
De mais um raio de sol
Que queima em minha carne
Cruel sensação
O âmago da existência
Se desvia da sensação
De uma eterna labuta
Em busca da perdição
E por entre distâncias colossais
De um rumo mal cabido
O teto da euforia
Nem sequer foi construído
E a sinistra resolução
De viver assim então
O eterno desespero
A pior sensação
E assim seguindo o jogo
Perverso e imoral
De prosseguir na existência
Sem um plano banal
Percussorem
Extasiada em euforia misantrópica
As cortinas da derrota que se fecham
Digna coragem soberana
A tempestade de lágrimas, o ardor
Em cortes profundos
Em busca do alívio final
O odor que se aconchega
Do putrefato abissal
E com sua ternura sagrada
Ceifando aquilo que já foi
Tenebrosa alegoria
Do seu manto de consolo
A visão que fica turva
Entre as medidas que se expulsam
O rubro que escorre
Em perfeita decoração
E o ritmo sincopado
Que se perde sem maestro
O ouvido já não houve
Sua música de lamento
A geada se aproxima
Tenebrosa sensação
A neve se prontifica
E cobre toda região
E por fim aquele instinto
Gigante e magistral
A percepção do todo
Se despede do real
E assim se deleita em profusões
De temores que outrora foram
Não se ouve mais o canto
O lamento já se calou

Escuro
O intenso caminhar
Por entre a iludida visão
Da amargura da alma
Que se move em decepção
Por entre percalços que caminho
O intenso farfalhar da escuridão
O culto de uma sentença
Em vazios da indiferença
A ternura do soturno
Doce abraço da decepção
Em vias tortuosas
Do calor da tentação
E em sinceras coalisões
De forças adjacentes ao querer
Por esferas de ilusão
O torso da rotina do escurecer
quarta-feira, 9 de junho de 2021
O canto dos desesperados

sexta-feira, 4 de junho de 2021
Derrocada

O cume do ódio
Sobrepõe a pastagem do querer
Em tons de derrota
Sucumbindo ao entorpecer
Em vieses mal amados
Troncos que entranham na alma
O custo de um saber
Mal edificado em meu ser
A lenda de uma vitória
Perpassa o canto de derrota
Em suma importância
Da permanente discórdia
Sonhos que entram por entre frestas
Do eterno pesadelo cristalizado
Turbilhões em vias mentais
Que se esvaem por entre migalhas
Permanece em ascensão
A saída magistral
Por entre a porta do oculto
Sombras de uma existência....

quinta-feira, 13 de maio de 2021
Sussurro
Em afazeres desprezíveis de uma jornada escatológica
O são remédio de outrora que se foi
Dia que passam longos e oblíquos por entre vidas ceifadas
O suor da mente que segue perturbada
Cantos icônicos de uma besta voraz
Ecoam em harmonia com o salto de um precipício
A maldição que surge no ventre
Dum torpe existir rechaçado
Por entre veredas de um labirinto insano
Se agrupam os caçadores da morte
Poupando o tempo que perpassa pela direção
Rumo ao vazio eterno
Incendiando o evoluir
Da alma deixada em um baú sem tranca
O sopro que parte da estrada vazia
Açoita o divino drama
E entre o sussurro do respirar
Ouvimos o escuro torpor celestial
Em danças ritmadas pela agonia
O som do veneno amoniacal
quarta-feira, 12 de maio de 2021
Santidade
O sopro gelado que corre pelas veias
O destino encarnado que sobe a espinha
Malfadado horror que perturba o insano
Dizeres que outrora magoam o indolor
Suspiros que imolam a alma
Delírios que desabam em desavenças
Roda da fortuna que desvai em sátiras
O apego ao que nunca foi
Em ruínas dentro de sua própria tumba
Em virtudes de laceradas benesses
O amargo veneno recirculado
O sabor do centeio de fel
E o canto da morte ecoa
Nos dentes das montanhas abissais
Por entre a hecatombe da mente
O mar eterno das lamúrias
E ao passo do tempo infinito
Em espaços de sorte definidas
O destino selado habita
O final que espreita na surdina.....
Escuro
O cheiro do mofo
O escuro insaciável
Ondas de mistério
Trazem o intransponível
Limite do existir
Limiar de sensações
O hábito cristaliza
O necessário se inviabiliza
Em torções incessantes
De vidas não vividas
Aumento da aurora
Do triste final
E sobre o rosto escondido
Uma feição se perfaz
Ódio e amor
Se entrelaçam em mordaz
Em vozes silenciadas
Habita o nascer
Prematura se fez
Ou o aborto de vez
quinta-feira, 6 de maio de 2021
Loucura
quinta-feira, 29 de abril de 2021
Vultos
Perdida por entre as paredes
Vagando entre o oculto
Fumaça que permeia
Fantasma que envolve tudo
Entre condições que se assemelham
A inútil discordância de si mesma
Teme por sua própria existência
Pena por não ter plena consciência
Vertida em raízes profundas
Deveras enterrado
Um silêncio que assim esconde
O grito do desesperado
E em temores da ascensão
Lembranças que não vingaram
Memória de um afeto ardiloso
De sua própria carne
E em luta tenebrosa
Defende o próprio túmulo
Por entre rodas infinitas
De um sono fugaz profundo....
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Solidão
Em profunda profusão
De magnânima confusão
Perdida em loucuras de uma vida
Perplexa pela invasão
Surtos de melancolia
Marcas de um pesar
Emoções mal vividas
Vivendo pela beira do limiar
Em galhos tortos de si
Fomentando o próprio balanço
Pendendo com seu peso
Em sua trajetória final
Sonhando com aquilo que vivência
Derrubada em toda sua existência
Em transe eterno que vive
Sem despertar do próprio sono
Restos de agonia
Invadem a menta insana
Rostos que assombram
Lembranças do retorno
terça-feira, 27 de abril de 2021
Monstruosidade
Pensamentos formados em vieses de lugar nenhum
Sinfonia que ecoa por um vazio cerebral
Perdida em sonhos que voam de um túmulo de papel
Derretendo as entranhas de um amargo gosto final
Solitude que caminha por entre direções
Embargos de uma trama mal fadada
Cantos de uma soturna embriaguez
Avarenta retomada
Em vielas tortuosas que se achegam
Bestificadas em sua pura sensação
Dominadas por vultos grosseiros
De um martelo enferrujado da perdição
Sonhos que perpetuam o limiar
Entre a loucura e a estupidez
Presença indigna que se perfaz
Terrível indiferença e insensatez
O perpetuo movimento ascendente
Da eterna agonia visceral
Sempre desfaz a sintonia
Borrões de uma vida irreal
segunda-feira, 26 de abril de 2021
A Estranheza
O incerto que caminha a passos estreitos
Sussurrando temores em teu torpe lamento
Viagens temidas que açoitam teu percalço
A ode ao entusiasmo sorumbático
O canto de um sibilo desgrenhado
Um rosto mal formado de dores viscerais
Deleite que voa por sobre montanhas abissais
Busca por dádivas que não foram entregues
Assoviando para os abutres da esperança
Inserto em artes cadavéricas
Mancomunadas com flagelos imortais
Espirito dilacerado em formas não triviais
domingo, 25 de abril de 2021
Lancinante vontade
Enterrada nas veias
Crises insanas
Do mar de paixões
Cortes profundos
Encobrem o temor
Súplica velada
Ao eterno estupor
Carne que deseja
A mais profunda cisão
Jorrando o vermelho
Fluido da vida animal
O balanço do relógio
Do universo interior
Torna cada vez
Mais odiosa tal dor
Em camadas de proteção
Alvejadas em lama
O sono profundo
Aguarda para sempre
sábado, 24 de abril de 2021
Santidade
sexta-feira, 23 de abril de 2021
Sentimento
Sensações de vazio
Atormentam o pensar
O medo de um novo dia
Emerge do raiar do próprio fôlego
Sonhando acordada
Com o meio de se terminar
Com o próprio suplício
De uma tormenta de lágrimas não choradas
O rasgo na carne
Já não traz alívio
O doce momento
Em que se inspira o temor
Em um quarto escuro
Divaga por entre emoções
Dor, raiva e rancor
Despertam de uma paixão
Em soluços de inquietude
Abarcam os momentos agonizantes
Glória que emerge
Do fundo de um abismo literário
Códigos que trazem segredos
O véu da verdade não se sustenta
Incólume sofrimento que persiste
Por entre as veias mal abertas
O sangue que assim carrega
O fardo do existir
Por entre medos e emoções
O fluido que vai se extinguir.....
Súplica
quinta-feira, 22 de abril de 2021
vida?
terça-feira, 20 de abril de 2021
......
Incólume devaneio
De um sono sem fim
Atordoada pela amalgama
Da profusão de pesares
Embalada em uma cantiga
De um tenaz sofrimento
Chagas de uma sociopatia
Aveludada pelo querer
Carnívoros que a devoram
A forma final de uma glória
Em transe supremo
Recebo este duro golpe
Em plena sabotagem
Do processo mental
Esvaziada de significado
O que existe? O que é real?
Vultos de uma coerção
Imaginados pela presença espectral
A sonolência invoca o ardor
Do fato ao final
quinta-feira, 15 de abril de 2021
Fulgor
Chamas ardentes de um poço sem fundo
Calor emanando das células em fusão
Chamado que consome o tempo
Ciclo que fecha em si mesmo
Conluio celestial que invoca
Clama por liberdade em pleno funeral
Coesão que por fim vem a delimitar
Castas mal formadas em um suposto limiar
Consorte em nossa própria ilusão
Caminhamos rumo ao retiro mental
Cérebro em agonia
Consumido em malversação
Cambaleando por entre pensamentos
Caindo por entre emoções viscerais
Carcomido em paixões obtusas
Chegando ao descaso fatal.....
quarta-feira, 14 de abril de 2021
Coração
Intocado
Mal amado
Destroçado
Judiado
Tomado em dores
Acharcado em temores
Destruído em horrores
Tocado por ardores
Incalculável
Metástase
Espalha
Raiva
Súbito mal
Invoca o horror
Carcaça desfalecida
Principio do esplendor
Sonhar
Em sonhos que vem
Doces Ilusões
Fatídico limiar
Entre a realidade e o sonhar
Amargura de sobreviver
Ao tenaz puxar do fio tecido
Moiras que me empurram
Ao final do precipício
O astro que reluz
Em minha atitude fugaz
Relâmpago que me conduz
Ao triste desencorajar
Alma que pena em agonia
Espreita por entre galhos de um pomar
Feito de frutas podres que se esvaem
Em meio ao doce torturar
Em atroz decepção de uma peleja sem fim
Em um fugaz de uma era amaldiçoada
Explode por entre entranhas mal formadas
Colóquio mental....
terça-feira, 13 de abril de 2021
Horizonte
Em meio ao caos
Vultos disfarçados
Perpetram o limiar
Do horizonte além do alcance
Em meio ao andar
Caindo por assim dizer
Lamentos incólumes da eternidade
Em extrema agonia
Em meio aos passos
O retorno inquebrável
O manto da derrota
Espirito derradeiro
Em meio a paixão
Eviscerando o torpor da mente
Prostrado em seu altar
Ego vil se alimenta
Em meio a morte
Lares em construção
Chama que se esvai em meio a ventania
Liberta o ser.
quinta-feira, 8 de abril de 2021
Vísceras
Turbilhão de lágrimas
Evisceram a carne podre
O final de um ato performático
De um desencanto mal alinhado
O estigma marca com profundidade
A cicatriz marcada na pele até os ossos
Amalgama de toda perdição
O pus vil que desperta pelos olhos
Torpe reconciliação
Entope as veias de um coração maltrapilho
Diante a ascendência da emoção
A fúria de um golpe certeiro no cérebro
Reações em cadeia
Marcam o inicio do fim
A tragédia se anuncia
Impulsão de um despertar
Diante de hemorragia visceral
A rendição de uma vida
Sacrifício a ser feito
quarta-feira, 7 de abril de 2021
ATOS

Abstruso
No fundo da mente
A dor da existência
Nunca aparenta
Que irá se desgastar
O ardil
Enganando as aparências
Do vil caminhar
Entre ações encenadas
O teatro
Martirizando o pesar
Tumbas de um passado secular
Em sonho petrificado
Como o ar que lhe falta nos pulmões
O pesadelo
Falácias de uma era
O sono mais profundo
Trás as lágrimas de um suspirar
A morte
Trás consigo a esperança
Performance celestial
Pulando do abismo
Encontrando o deserto do real
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
Inexistência
Não existo
O Eu transita
Entre aquilo que acredita
No mundo dos vivos
Apenas refletida
Não existo
Somente tenho o pesar
Da sobrevida que acompanha
O inexistir da realidade
Não existo
Tento acompanhar
Porém o mar revolto de lágrimas
Inerte ao meu calar
Não existo
Apenas uma sombra
Sorumbática solitude
Do fosso abissal








