segunda-feira, 30 de agosto de 2021

A Dança da Vida

O sussurro sombrio
Da vida que vai
Atropelo mortal
Tombo fatal

E o curso da vida
A toda deriva
De um monte incessante
De rodas infinitas

O sombrio despertar
De todo amanhecer
Resplandece o esperar
Do meu tenro falecer

E no calor da insensatez 
De uma aspiração incansável 
O faro da semi-vida
Sob o meu mortuário

E no curso dessa montanha
Que conduz a loucura 
O ralo que ejeta
Os temores do mundo

Sob o sentido da ilusão 
Dessa amálgama cruel
Desperta o desejo
De um súbito revés 

E essa ânsia que se perfaz 
E nunca satisfeita 
Volta e fica no lugar
Dessa atmosfera rarefeita 

E nas luas da minha dor
Sob o julgo dessa existência 
A infinita danação 
Nesse caco de decadência 

E subo então na escada
Resplandece o que vai vir
A escuridão do infinito
O fim daquele partir

E permeando essa incumbência 
Que foi dada de mal grado 
O suor ali se seca
O relaxo é esperado

E nessa tênue linha que balança
Em uma dança que se permeia
O sopro que se vai
Na sombra que devaneia

E o ápice dessa obra
A arte no seu esplendor 
O perfeito infundir
Desse pó celestial

O retorno dessa vida
Ao seu ponto inicial
Em matéria inorgânica 
E se fecha o vitral 













quarta-feira, 11 de agosto de 2021

ROMPANTE

O incólume abismo 

Que se estende nessa relva

De ervas daninhas

Que crescem em pensamentos


E o lugar em que se fixa

O peso do existir 

Como troncos que se alinham

Em flamejos de consciência 


A história que se finda

No vão da existência 

Sob auras de morte

De minha decadência 


Na amargura que apresenta

Um doce pesar

De um corpo sem vida

Mas que pode andar 


E nessa tênue indiferença 

Ao vilipêndio do existir

Em suma desistência 

Da vida que ruiu 


E no algoz da tormenta

De um sopro carnal

A paixão que atormenta

O sacrifício final....








quinta-feira, 5 de agosto de 2021

GRITOS

E o sarcasmo real

Que se encontra no padecer

De um eterno amanhecer

Entre vias escuras

Da mente insana


E os vapores corpóreos

Que instigam a farsa

Da existência plena

Entre curvas entranhas

De uma terra reticente


O embrionário

Perdão que se adentra

De um desfeito que clama

Entre horrores que ficam

Nos percalços da mente


O socorro que não chega

De um pedido que não foi feito

Um grito sufocado

Que estufa o peito

E assombra o rosto


Intriga mortal

Que afeiçoa o seu laço

De um corte profundo

Na carne amargurada

De um estágio avançado


E o barulho da mordaça

Que lhe foi presenteada

Em sua própria sabedoria

Na sua alma entrelaçada

Em contusão


Profundas são as veias

Desse corpo mal acabado

Que foram se estendendo

E o sangue colapsado

Destoa do existir


Em faces de um horror

Que se adentra na emoção

Das paixões que se amontoam

E enclausuram o coração

Um tornado


Se são em vias de se acabar

Que se encontra a esperança

Nesse rito de passagem

De um sopro de vida

Surge a fúnebre dança....




quarta-feira, 4 de agosto de 2021

QUEDA

Em meio ao caos
Do súbito despertar
De um sono profundo
De uma egrégora individual

E um sopro de vida
Some na escuridão
Dentre esses apetrechos
De um rosto cicatrizado

O intenso farfalhar
Dos pensamentos
Que vem a tona
E se põem a sibilar

Nessa tormenta de razões
Que se apoderam do ser
O impulso tenebroso
Do fundo do abismo

E em torpes uniões
Entre a carne e o pesar
De uma derradeira derrota
Que se põe a caminhar

Nesse imenso vazio
Onde o fim sempre começa
Por entranhas de um soluço
Que se estende ao infinito

E em tochas reluzentes
Da mente que se atrofia
Se expande além do limite
E se rompe em agonia

E em ruínas do que restou
De um corpo mal vivido
De uma era que se passa
E onde repousa o pesar

Nessa queda rumo a nenhum lugar
De onde se pousam corvos mortos
O rumo que põe a acolher
Em braços esqueléticos do fim....






quarta-feira, 28 de julho de 2021

Equílibrio

E o balanço continua

Em movimento pendular

Sobre sua própria forma

Anula o seu extasiar


O contraste da sensação

Que se amplia em emoções

Sobre o tenso existir

Derrubada em ilusão


Por entre caminhos extensos

Em voltas infinitas

Em uma dimensão contornada

Da desenfreada ambição


E essa tenra agonia

Que perpassa o tempo

De um lapso de realidade

Que acentua  o desejo


Sinistra amargura

Desenvolta em laços

Que se torcem em meu pescoço

E ampliam o pesar


E nessa longa estrada

Que parece não ter fim

O salto que se aproxima

Do eterno não existir


E sobre mechas viscerais

De um açoite fatídico

Que se estende nessa porta

Do sonhos dos loucos....




terça-feira, 6 de julho de 2021

A Ilusão

E o entrave se apresenta

Ardil em sua tormenta

Entre turbilhões do pensar

Sem aviso se põe a chorar


E na outrora era que se vai

O pensamento emocionado se desfaz

E enxerga dentro da realidade

O profundo abismo que se encontra


E nessa andança infinita

Por entre paixões escarnecidas

Nas entranhas de uma alucinação

Sente a infâmia de sua solidão


Essa ânsia que se faz

Presente em profunda agonia

Entre as feras da sua própria mente

Que dilaceram sua própria carne


E o muro que se ergueu em sua volta

Lhe dá o tom da derrota

Essa que veio de si mesma

A revolta contra seu próprio pesadelo


Criação que lhe foi concedida

Por sua própria existência mal vivida

E nessa extrema cadência

De atos que se esvaziam


E o surto que se inicia

No topo daquela epifania

De uma percepção real

Da dimensão do imemorial


E nessa caminhada terrena

Em que essa alma por aqui pena

Nas esquinas das ruas estreitas

Que vagueiam entre tristezas


Essa glória infernal

Que se põe a caminhar

Entre sua própria enxaqueca

De ilusões reais....




sexta-feira, 2 de julho de 2021

O fosso

O estímulo feral

A chaga mortal

A intempérie da alma

Com força espectral


E o sopro da vida

Quase desfaz

Em fuga plena


A barragem da mente

Que represa o pensar

Agressivo, e mortal

Esforço colossal


E no intento do saber

A canção da alegria

Sob uma triste melodia


O estopim de uma guerra

Que se passa no limiar

Na fronteira da loucura

Com o mar sentimental


E o encanto da emoção

Não passa de uma ilusão

Que fere o âmago do existir


Essa dança sem fim

Por um ignóbil lamento

Que encerra em si mesmo

A seu próprio contento


E os passos que se seguem

Em plena alusão

Ao grito de decepção......





quarta-feira, 30 de junho de 2021

O incêndio

O silêncio infinito

Que percorre o interior da alma

Em um lodo de existência

Por sobre uma alegoria de sofrimento


E uma tristeza sem fim

Que percorre o amargor

Da insistência em viver

Na presteza da finalidade


E um surto de descolamento

Do teor em que se aperfeiçoa

A herança em suma perfeição

Da morte que se perfaz


A ironia do amalgama 

Das dores que se afundam

Cada vez mais suave

Cada vez mais profunda


E no limiar dessa sensação

A pergunta que se perfaz

Será que devo seguir?

Ou será que devo parar?



sexta-feira, 18 de junho de 2021

Imagem

O símbolo sagrado

Que se expõe sem harmonia

Essa imagem mal fadada

 Que enxergo no espelho


E o passo da percepção

De um mundo material

Realidade lancinante

Que aqui faz sua morada


E na entranha de um sentir

Um holocausto do real

O império da mentira

Que desponta deste local


Assim sendo o horror

Um espectro do querer

Porém é um pote vazio

Que se quebra ao amanhecer


Entre as frias sensações

Que se embolam no calor

Destreza da emoção

Que desanda em ardor


E na súplica que faço

Pare este maldito sentir

Tormento que realiza

Vindo de dentro a fluir


O suplício é emoção

Que se faz em esplendor

Mas a chama que se acende

Queima da cabeça ao coração



 

Reverbera

São abertos os portões

As bestas se aninham

Nessa luta insana

Do flagelo da agonia


E na espiral do infinito

Que imanta os corações

Punhaladas certeiras

Que destravam solidões


O muro que aqui se ergue

Cada vez mais frágil

A cerâmica que se quebra

Ao primeiro som de estalo


E essa fria sensação

Fúnebre que me cai

Trancada nesse caixão

De uma raiva voraz


O insosso do meu ser

Que se amarra na prisão

Desse insistente tormento

A insistente ambição


E as formas espectrais

Que perpassam em minha mente

Se colocam a dançar

Em um escárnio ascendente


Não te aflijas ó estranho

Que se passa no umbral

Desta tola resistência

É o menor daquele mal....







Gloriosa

O fogo que exala

De uma maldita visão 

Pervertida em ódio insano

Que apodera o meu ser


E na calada vil

Que se apossa do pensar

Exala o odor

De ferro rubro que se esvai


No tecido neuronal

Que se explode em distensão 

O erro da criação 

Esse antro de maldição 


O escuro que aparece 

E invade o meu querer 

De forma belicosa

Se afunda sem sorver


Passos fracos em direção 

A clareira da perdição 

Nessa eterna dança 

Que mutila minha sensação 


E com a fraqueza deste sentir

Me coloco a disposição 

Para que ela venha logo

E alivie essa tensão 





Realidade

O ranço do existir 
O percalço do resistir
A visão amarga
De si própria 

O lance de escadas
Que sobe pesado
Entre os degraus
De uma mente atormentada

E o suor frio
Que cai dos recantos
Profundos da alma
Em extrema agonia

A amálgama da vida
Forçada em resistir 
Por um sentido vazio
Que percorre o infinito 


Grilhões de vidro
Que trituram o pulsar
E assim se esvai
O senso do sentir

Na ferocidade do vão 
Que se abre nessa angústia 
De um tormento celestial 
Daquilo que já fui

E assim na percepção 
De um rasgo que foi feito
Nessa carne amargurada
Sem limite seu efeito

E o vácuo que se estende
Nessa curva sensorial
Será o peso da existência?
Ou o abismo do real?




quarta-feira, 16 de junho de 2021

E o salto mortal
De uma pedra oculta 
Que incendeia o pesar
De uma vida curta

Sobre as loucuras mentais
O festim de reações 
Que se propagam no ar
E se enterram na pele

E a mazela cruel 
Quem vem do amanhecer 
Por sobre falas que não se escutam 
Vozes que não se fazem ser

O último recanto
Do eterno sibilar
Daquele som que escuto 
O canto do pesar

E por veios de rios
De águas turvas
Se erguem montanhas
Fundadas na loucura

terça-feira, 15 de junho de 2021

Belicoso

E o passo segue
Em direções estreitas
Por entre as veredas
De um mal caminhar

Na medida que sigo
Por entre essa relva
Espessa em emoções
Que destroçam as pedras

O percalço que vai
Ao encontro do saber
E em vias tortuosas
Se ensandece ao anoitecer

E ao pequeno porvir
De uma longa espera
O açoite maldito
Que se persevera

Ao alcance do chicote
Saboreando o esplendor
Da carne amargurada
Por este eterno furor

Caminhando através
De um poço sem rumo
O entrave que vem
Do semblante obtuso

A suave percepção
De um tenaz que se esvai
Arrebenta em lágrimas
Que destroçam o sentir....




segunda-feira, 14 de junho de 2021

O PULSAR

Em instantes variados

O limiar da escuridão

Desponta dos ossos

Se esvai pela carne


E em toda extensão

Do sentir imortal

O cheiro da derrota

Entranhado no âmago


E em frações atemporais

De devaneios insanos

Parte o plano

Rumo ao infinito


Seguindo essa sensação

De um segundo a badalar

O relógio escatológico

Que se põe a rodar


A enxurrada represada

Em transes matinais

Em sua tensão vespertina

Segue ineficaz


Andando por essa terra

De temores viscerais

O encanto do caminhar

Se perde, só se desfaz


E em vertentes do existir

Meras coincidências materiais

Que não impulsionam o sentir

Só destroem o que já não há


E embalada nessa dança

Da eterna sedução

Do encanto da libitina

Sua voz aqui se faz.....




domingo, 13 de junho de 2021

A tormenta

O intenso orvalho do meu pesar

Amanhece em vultos de confusão

A teia da semente do ódio

Profundo em todas as minhas veias


Em vieses de afirmação 

Da conformidade em existir

Enquanto sombra de um ideal

Que nunca vai atingir 


E por esse caminho insano

Correndo para o fim

O eterno sufocar

Do próprio suplício 


A aura da  confiança 

Definha pela queda

Do topo da montanha

Em que ficam as sequelas 


E no alto da frustração 

Dessa derrota do real

O sentimento com que luto

Me atormenta no abissal


E o fim que tanto almejo

O alívio final

Te suplico ó gloriosa 

Aquela do manto mortal





sexta-feira, 11 de junho de 2021

Caminhar

O sussurro que ouço em meu sono

O dilema daquele existir

Será por fim o real?

Ou apenas o tão esperado fim?


Sombria e crua decepção

De mais um raio de sol

Que queima em minha carne

Cruel sensação


O âmago da existência

Se desvia da sensação

De uma eterna labuta

Em busca da perdição


E por entre distâncias colossais

De um rumo mal cabido

O teto da euforia

Nem sequer foi construído


E a sinistra resolução

De viver assim então

O eterno desespero

A pior sensação


E assim seguindo o jogo

Perverso e imoral

De prosseguir na existência

Sem um plano banal

Percussorem


Extasiada em euforia misantrópica

As cortinas da derrota que se fecham

Digna coragem soberana

A tempestade  de lágrimas, o ardor


Em cortes profundos

Em busca do alívio final

O odor que se aconchega

Do putrefato abissal


E com sua ternura sagrada

Ceifando aquilo que já foi

Tenebrosa alegoria

Do seu manto de consolo


A visão que fica turva

Entre as medidas que se expulsam

O rubro que escorre

Em perfeita decoração


E o ritmo sincopado

Que se perde sem maestro

O ouvido já não houve

Sua música de lamento


A geada se aproxima

Tenebrosa sensação

A neve se prontifica

E cobre toda região


E por fim aquele instinto

Gigante e magistral

A percepção do todo

Se despede do real


E assim se deleita em profusões

De temores que outrora foram

Não se ouve mais o canto

O lamento já se calou



Sonhar com morte: os possíveis significados e interpretações

Escuro

O intenso caminhar

Por entre a iludida visão

Da amargura da alma

Que se move em decepção 


Por entre percalços que caminho

O intenso farfalhar da escuridão

O culto de uma sentença

Em vazios da indiferença


A ternura do soturno

Doce abraço da decepção

Em vias tortuosas

Do calor da tentação


E em sinceras coalisões

De forças adjacentes ao querer

Por esferas de ilusão

O torso da rotina do escurecer



quarta-feira, 9 de junho de 2021

O canto dos desesperados

O passo que afunda no lodo
Da lama que esconde o abismo
Profundas lágrimas que corroem o dorso
Estorvo que embebece o rosto

Em calmaria que adentra a escuridão
Gélidas ponteiras de dor escalpelam a alma
Em torno de montanhas de suntuosas feridas
O corpo definha em rumo a tormenta

Sussurro que arbitra a entonação
Devaneio que agita a imaginação
O sangue que aqui escorre por entre lágrimas
Deita em eterno sono de derrocada

O suor que atiça a libido
É a ilusão de um corpo carcomido
Explodindo através das têmporas o medo
De outra implosão de pesadelos

E na breve calmaria que adentra a noite
Os passos e cânticos da eterna vigília
Que perpassa o sono e o despertar
Por entre mágoas que sonham aflitas

E por entre essas veias envenenadas
Com a percepção da fria realidade
O gorjear da ânsia que envolve o existir
Peso da matéria que existe no meu ser

Assim sendo imune ao vil calor
E que passa por entre o ardor da dor
O anseio por uma vida imortal
Restos do corpo em espectro sepulcral.....
Desespero! Precisamos de ao menos um candidato - Opinião Sem Medo!

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Derrocada

História Alma Perturbada - História escrita por NickSans321 - Spirit  Fanfics e Histórias

O cume do ódio

Sobrepõe a pastagem do querer

Em tons de derrota

Sucumbindo ao entorpecer


Em vieses mal amados

Troncos que entranham na alma

O custo de um saber

Mal edificado em meu ser


A lenda de uma vitória

Perpassa o canto de derrota

Em suma importância

Da permanente discórdia


Sonhos que entram por entre frestas

Do eterno pesadelo cristalizado

Turbilhões em vias mentais

Que se esvaem por entre migalhas


Permanece em ascensão

A saída magistral

Por entre a porta do oculto

Sombras de uma existência....




Depressão: vida cinza e sem gosto | Blog Psicoblog da Rede Globo


quinta-feira, 13 de maio de 2021

Sussurro


Em afazeres desprezíveis de uma jornada escatológica

O são remédio de outrora que se foi

Dia que passam longos e oblíquos por entre vidas ceifadas

O suor da mente que segue perturbada


Cantos icônicos de uma besta voraz

Ecoam em harmonia com o salto de um precipício

A maldição que surge no ventre

Dum torpe existir rechaçado


Por entre veredas de um labirinto insano

Se agrupam os caçadores da morte

Poupando o tempo que perpassa pela direção

Rumo ao vazio eterno


Incendiando o evoluir

Da alma deixada em um baú sem tranca

O sopro que parte da estrada vazia

Açoita o divino drama


E entre o sussurro do respirar

Ouvimos o escuro torpor celestial

Em danças ritmadas pela agonia

O som do veneno amoniacal




quarta-feira, 12 de maio de 2021

Santidade

O sopro gelado que corre pelas veias

O destino encarnado que sobe a espinha

Malfadado horror que perturba o insano

Dizeres que outrora magoam o indolor


Suspiros que imolam a alma

Delírios que desabam em desavenças

Roda da fortuna que desvai em sátiras

O apego ao que nunca foi


Em ruínas dentro de sua própria tumba

Em virtudes de laceradas benesses

O amargo veneno recirculado

O sabor do centeio de fel


E o canto da morte ecoa

Nos dentes das montanhas abissais

Por entre a hecatombe da mente

O mar eterno das lamúrias 


E ao passo do tempo infinito

Em espaços de sorte definidas

O destino selado habita

O final que espreita na surdina.....





Escuro

 O cheiro do mofo

O escuro insaciável 

Ondas de mistério 

Trazem o intransponível 


Limite do existir

Limiar de sensações 

O hábito cristaliza

O necessário se inviabiliza 


Em torções incessantes

De vidas não vividas

Aumento da aurora

Do triste final


E sobre o rosto escondido

Uma feição se perfaz

Ódio e amor

Se entrelaçam em mordaz


Em vozes silenciadas

Habita o nascer

Prematura se fez

Ou o aborto de vez







quinta-feira, 6 de maio de 2021

Loucura

Embalo soturno 
Embalsamado em sensações 
O raiar da noite desperta
A inquietude da frustração 

Em vias tenebrosas
De um amargo caminhar 
Um tiro no escuro
Estampido ao sonhar

Em raios de excitação 
Fortes ressalvas do existir
Ruas que se desmontam
Pensamento que se põe a ruir

E no final da descida
Deste mundo espectral
O terror da vida 
Em um suspiro final

Jogos que se desenrolam sem parar
Em profusão de ideias extraordinárias
Ventam por entre portas mal fechadas
Induzem ao eterno caminhar

E com profunda decepção 
Toma forma a realidade
E no final de tudo
Não se passa de insanidade

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Vultos

Perdida por entre as paredes

Vagando entre o oculto

Fumaça que permeia

Fantasma que envolve tudo


Entre condições que se assemelham

A inútil discordância de si mesma

Teme por sua própria existência

Pena por não ter plena consciência 


Vertida em raízes profundas

Deveras enterrado

Um silêncio que assim esconde

O grito do desesperado


E em temores da ascensão

Lembranças que não vingaram

Memória de um afeto ardiloso

De sua própria carne


E em luta tenebrosa

Defende o próprio túmulo

Por entre rodas infinitas

De um sono fugaz profundo....

Grandes vultos da humanidade eram médiuns — Correio.news

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Solidão

Em profunda profusão

De magnânima confusão

Perdida em loucuras de uma vida

Perplexa pela invasão


Surtos de melancolia 

Marcas de um pesar

Emoções mal vividas

Vivendo pela beira do limiar


Em galhos tortos de si

Fomentando o próprio balanço

Pendendo com seu peso

Em sua trajetória final


Sonhando com aquilo que vivência

Derrubada em toda sua existência

Em transe eterno que vive

Sem despertar do próprio sono


Restos de agonia

Invadem a menta insana

Rostos que assombram

Lembranças do retorno



 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Monstruosidade

Pensamentos formados em vieses de lugar nenhum

Sinfonia que ecoa por um vazio cerebral

Perdida em sonhos que voam de um túmulo de papel

Derretendo as entranhas de um amargo gosto final


Solitude que caminha por entre direções

Embargos de uma trama mal fadada

Cantos de uma soturna embriaguez

Avarenta retomada


Em vielas tortuosas que se achegam

Bestificadas em sua pura sensação

Dominadas por vultos grosseiros

De um martelo enferrujado da perdição


Sonhos que perpetuam o limiar

Entre a loucura e a estupidez

Presença indigna que se perfaz

Terrível indiferença e insensatez


O perpetuo movimento ascendente

Da eterna agonia visceral

Sempre desfaz a sintonia

Borrões de uma vida irreal


 


 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

A Estranheza


O incerto que caminha a passos estreitos

Sussurrando temores em teu torpe lamento

Viagens temidas que açoitam teu percalço


A ode ao entusiasmo sorumbático

O canto de um sibilo desgrenhado

Um rosto mal formado de dores viscerais


Deleite que voa por sobre montanhas abissais

Busca por dádivas que não foram entregues

Assoviando para os abutres da esperança


Inserto em artes cadavéricas

Mancomunadas com flagelos imortais

Espirito dilacerado em formas não triviais



 


domingo, 25 de abril de 2021

Lancinante vontade

Enterrada nas veias

Crises insanas

Do mar de paixões 


Cortes profundos

Encobrem o temor

Súplica velada

Ao eterno estupor 


Carne que deseja

A mais profunda cisão 

Jorrando o vermelho

Fluido da vida animal


O balanço do relógio 

Do universo interior

Torna cada vez 

Mais odiosa tal dor


Em camadas de proteção 

Alvejadas em lama 

O sono profundo

Aguarda para sempre



sábado, 24 de abril de 2021

Santidade

O santo dilema
De um existência mal vivida
O laço fraterno da solidão
Que amarra o tenaz ódio que emana

A posição de uma relação extenuada
Com o próprio pensamento vilipendioso 
De uma forte emoção carcomida
De um pisar mal encaminhado

O surto de um calor invernal
De uma palavra mal dita
O alicerce de um fim
O internato de uma alma quebrada

Saciar o caos interno
Desmistificar o passado
Enveredar por entre sua mente
O lento caminhar rumo a precipício

O sumiço da própria essência
A revelação de um clamor
De um porvir incessante
De um leito de descanso

Passos lentos rumo ao final
O canto que esvazia o teatro
Das canções que se forçam ao perdão
Lento caminhar que se finda

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Sentimento


Sensações de vazio

Atormentam o pensar

O medo de um novo dia

Emerge do raiar do próprio fôlego 


Sonhando acordada

Com o meio de se terminar 

Com o próprio suplício 

De uma tormenta de lágrimas não choradas


O rasgo na carne 

Já não traz alívio

O doce momento

Em que se inspira o temor 


Em um quarto escuro

Divaga por entre emoções 

Dor, raiva e rancor

Despertam de uma paixão


Em soluços de inquietude 

Abarcam os momentos agonizantes

Glória que emerge

Do fundo de um abismo literário 


Códigos que trazem segredos 

O véu da verdade não se sustenta

Incólume sofrimento que persiste 

Por entre as veias mal abertas


O sangue que assim carrega

O fardo do existir 

Por entre medos e emoções 

O fluido que vai se extinguir.....




Súplica

Despertai ó símbolo imortal
Nos vagos campos mentais
De uma nova era agonizando
Mutilando minha própria convicção

Suplicai ao mártir da esperança 
Em uma dança bestial
De súplicas mal elaboradas
Que invertem a lógica moral

Rogai ao santo pecado
A última forma de seu prazer
Residindo em sua torpe agonia
De uma vida em pastos de vazio

Destroçai ó clamor infernal
Que abraça com leveza
O tédio da vazia existência
Entre escombros de sua própria prisão

Aparvalhai tua sentença
Em túmulos de agonia
Matrizes de um algoz
Que ronda tua indiferença

Encorajai o teu caminhar
Em vidas desperdiçadas
Uivando para o temor
Soluçando em intempéries

Incinerai o manto
Que cobre o fundo do abismo
Cortando os pulsos do lamento
Em busca do satisfatório
Pesar...... 

quinta-feira, 22 de abril de 2021

vida?

Sem vontade
Tolhida de si
Em vieses truncados
No torpe porvir

Sem ação
Estende tua mão
Para não se afanar
Do próprio pesar

Sem emoção
Olhares vazios
Que encontram o luar
Doce solidão

Sem paixão
Queima a própria vereda
De bosques mentais
Que aproximam de ti mesma

Sem vida
O grande ato
De um martírio final
O longo caminho
do abismo...

terça-feira, 20 de abril de 2021

......

Incólume devaneio

De um sono sem fim

Atordoada pela amalgama 

Da profusão de pesares


Embalada em uma cantiga

De um tenaz sofrimento

Chagas de uma sociopatia

Aveludada pelo querer


Carnívoros que a devoram

A forma final de uma glória

Em transe supremo

Recebo este duro golpe


Em plena sabotagem

Do processo mental

Esvaziada de significado

O que existe? O que é real?


Vultos de uma coerção

Imaginados pela presença espectral

A sonolência invoca o ardor

Do fato ao final


quinta-feira, 15 de abril de 2021

Fulgor


Chamas ardentes de um poço sem fundo

Calor emanando das células em fusão

Chamado que consome o tempo 

Ciclo que fecha em si mesmo


Conluio celestial que invoca

Clama por liberdade em pleno funeral

Coesão que por fim vem a delimitar

Castas mal formadas em um suposto limiar


Consorte em nossa própria ilusão

Caminhamos rumo ao retiro mental

Cérebro em agonia

Consumido em malversação  



Cambaleando por entre pensamentos

Caindo por entre emoções viscerais

Carcomido em paixões obtusas

Chegando ao descaso fatal.....


quarta-feira, 14 de abril de 2021

Coração

Intocado

Mal amado

Destroçado

Judiado


Tomado em dores

Acharcado em temores

Destruído em horrores

Tocado por ardores


Incalculável

Metástase

Espalha

Raiva


Súbito mal

Invoca o horror

Carcaça desfalecida

Principio do esplendor 





Sonhar

Em sonhos que vem

Doces Ilusões

Fatídico limiar

Entre a realidade e o sonhar


Amargura de sobreviver

Ao tenaz puxar do fio tecido

Moiras que me empurram

Ao final do precipício


O astro que reluz

Em minha atitude fugaz

Relâmpago que me conduz

Ao triste desencorajar


Alma que pena em agonia

Espreita por entre galhos de um pomar

Feito de frutas podres que se esvaem

Em meio ao doce torturar


Em atroz decepção de uma peleja sem fim

Em um fugaz de uma era amaldiçoada

Explode por entre entranhas mal formadas

Colóquio mental....


 

terça-feira, 13 de abril de 2021

Horizonte



Em meio ao caos

Vultos disfarçados

Perpetram o limiar

Do horizonte além do alcance


Em meio ao andar

Caindo por assim dizer

Lamentos incólumes da eternidade

 Em extrema agonia


Em meio aos passos

O retorno inquebrável

O manto da derrota

Espirito derradeiro


Em meio a paixão

Eviscerando o torpor da mente

Prostrado em seu altar

Ego vil se alimenta


Em meio a morte

Lares em construção

Chama que se esvai em meio a ventania

Liberta o ser.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Vísceras



Turbilhão de lágrimas

Evisceram a carne podre

O final de um ato performático

De um desencanto mal alinhado


O estigma marca com profundidade

A cicatriz marcada na pele até os ossos

Amalgama de toda perdição

O pus vil que desperta pelos olhos


Torpe reconciliação

Entope as veias de um coração maltrapilho

Diante a ascendência da emoção

A fúria de um golpe certeiro no cérebro


Reações em cadeia

Marcam o inicio do fim

A tragédia se anuncia

Impulsão de um despertar


Diante de hemorragia visceral

A rendição de uma vida

Sacrifício a ser feito



 


quarta-feira, 7 de abril de 2021

ATOS


Abstruso

No fundo da mente

A dor da existência

Nunca aparenta

Que irá se desgastar


O ardil

Enganando as aparências

Do vil caminhar

Entre ações encenadas



O teatro

Martirizando o pesar 

Tumbas de um passado secular

Em sonho petrificado

Como o ar que lhe falta nos pulmões



O pesadelo 

Falácias de uma era

O sono mais profundo

Trás as lágrimas de um suspirar


A morte

Trás consigo a esperança

Performance celestial

Pulando do abismo

Encontrando o deserto do real





sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Inexistência

 Não existo

O Eu transita

Entre aquilo que acredita

No mundo dos vivos

Apenas refletida


Não existo

Somente tenho o pesar

Da sobrevida que acompanha

O inexistir da realidade


Não existo

Tento acompanhar

Porém o mar revolto de lágrimas

Inerte ao meu calar


Não existo

Apenas uma sombra

Sorumbática solitude

Do fosso abissal