O incólume abismo
Que se estende nessa relva
De ervas daninhas
Que crescem em pensamentos
E o lugar em que se fixa
O peso do existir
Como troncos que se alinham
Em flamejos de consciência
A história que se finda
No vão da existência
Sob auras de morte
De minha decadência
Na amargura que apresenta
Um doce pesar
De um corpo sem vida
Mas que pode andar
E nessa tênue indiferença
Ao vilipêndio do existir
Em suma desistência
Da vida que ruiu
E no algoz da tormenta
De um sopro carnal
A paixão que atormenta
O sacrifício final....

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