quarta-feira, 11 de agosto de 2021

ROMPANTE

O incólume abismo 

Que se estende nessa relva

De ervas daninhas

Que crescem em pensamentos


E o lugar em que se fixa

O peso do existir 

Como troncos que se alinham

Em flamejos de consciência 


A história que se finda

No vão da existência 

Sob auras de morte

De minha decadência 


Na amargura que apresenta

Um doce pesar

De um corpo sem vida

Mas que pode andar 


E nessa tênue indiferença 

Ao vilipêndio do existir

Em suma desistência 

Da vida que ruiu 


E no algoz da tormenta

De um sopro carnal

A paixão que atormenta

O sacrifício final....








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