Da vida que vai
Atropelo mortal
Tombo fatal
E o curso da vida
A toda deriva
De um monte incessante
De rodas infinitas
O sombrio despertar
De todo amanhecer
Resplandece o esperar
Do meu tenro falecer
E no calor da insensatez
De uma aspiração incansável
O faro da semi-vida
Sob o meu mortuário
E no curso dessa montanha
Que conduz a loucura
O ralo que ejeta
Os temores do mundo
Sob o sentido da ilusão
Dessa amálgama cruel
Desperta o desejo
De um súbito revés
E essa ânsia que se perfaz
E nunca satisfeita
Volta e fica no lugar
Dessa atmosfera rarefeita
E nas luas da minha dor
Sob o julgo dessa existência
A infinita danação
Nesse caco de decadência
E subo então na escada
Resplandece o que vai vir
A escuridão do infinito
O fim daquele partir
E permeando essa incumbência
Que foi dada de mal grado
O suor ali se seca
O relaxo é esperado
E nessa tênue linha que balança
Em uma dança que se permeia
O sopro que se vai
Na sombra que devaneia
E o ápice dessa obra
A arte no seu esplendor
O perfeito infundir
Desse pó celestial
O retorno dessa vida
Ao seu ponto inicial
Em matéria inorgânica
E se fecha o vitral

Muito bom, é bom da viajada ao onde não pertecemos, o desconhecido. E voltar para Luz que aquece. Parabéns.
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