Lancinante vontade
Enterrada nas veias
Crises insanas
Do mar de paixões
Cortes profundos
Encobrem o temor
Súplica velada
Ao eterno estupor
Carne que deseja
A mais profunda cisão
Jorrando o vermelho
Fluido da vida animal
O balanço do relógio
Do universo interior
Torna cada vez
Mais odiosa tal dor
Em camadas de proteção
Alvejadas em lama
O sono profundo
Aguarda para sempre
Nenhum comentário:
Postar um comentário