quarta-feira, 26 de junho de 2019

abismo

O altar da derrota cintila sob flamejante adoração
Adoração da meticulosa e sagaz tenacidade do pensar
De todas as fraquejantes definições que perpassam o íntimo do ser
A transformação da identidade ultrapassada
Fraca chama que arde sem o combustível
Chama pesarosa que se esvai pela falta de um assopro.

Na borda da chegada de uma monstruosidade atroz
Vivencia o cume da despedida
Enquanto se abrem as portas do lamento
Configuração infinita de um eterno ciclo

O fim do inicio é aquele mais esperado
A falácia de um ancião que desperta ao ouvir de um uivo de glória
Os passos se aproximam.
Em transe através das estrelas no vasto eterno
Trás consigo a marca de um pesar
Ao fim do que não há escala que comporte a amplitude do pensar

Gestos de despedida


sexta-feira, 21 de junho de 2019

Fracasso anunciado....
Sucinto, estrondoso,indelicado...
Lágrimas escorrem, anúncio da hora final.
Aonde os ritmos entram em colisão com o mártir da alvorada.
Ciclo circadiano envolto no som de uma balada noturna.
Sossega a horda de um trovão devastado.
Nas linhas de uma torta montanha, perdidos em som de pensamentos vultuosos.
Caminhos entre outros.

Onde para esse inicio sem fim?
É o final de si ou inicio de mim?
Assusta o fato de pensar em uma perplexidade exacerbada.
Meticulosa fantasia entorno de gestos grosseiros.
Mantém a ode a personalidade de um artesão de almas.
Ciclo mortal. Vício carnal.

E nas entranhas dos pesares mal articulados.
Ganha ao entrave de uma luta em torno daquilo que fui.
Descoberta tenaz, jogo do incapaz.
E aos olhos de quem escuta uma alucinação.
Encarnada sob a efigie de uma tenra salvação.
Vira-te aos olhos daqueles que estremecem ao sentir um questionamento.
Nega a filosofia de um lamento.
Esconde-te sob o manto da glória, podre, falsa, vilipendiosa.

Será esse o inicio do fim?
Ou começo de tudo?
Vestes adaptadas a incongruência do sentir.
Isolada, mascarada, violentada, entorpecida.
Em caráter especial, fases que amaldiçoam.
Do alto do cume do saber esquecido.


Fases, que ecoam no mar da frustração do existir.

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Objetivo

Simples e rápido...objetivos traçados não alcançados...
A difusão de idéias se esvai, jogando no limbo da loucura aquela margem de sanidade que tinha ao entrar no jogo mal estruturado de uma reconexão com o eu.
Basicamente, não há uma via única que leve ao melhor caminho, todos os caminhos passam pela perplexidade da desilusão, ótima e última companheira que acompanha os mortais.
Sou eu aquele ser que espero ser, ou aquele ser que veio a ser?
É insano pensar, mas não é são pensar, o paradoxo da existência é aquilo que mais atormenta a mente difusa.
Pretexto da ação é o alcance da magistratura do alto astral, a abundância de blocos felizes, que se alinham ao perverter a ordem natural do desastre.
Sou aquilo que vim sendo, ou venho me tornando aquilo que vim a ser? Não espero o desastre, produzo a calamidade, trago a tona a verdade, ou desisto e me jogo no embate?
Jogo rápido, na calada da noite, sai do obscuro canto mais recluso aquele sentimento mal calado, que se esvai, se corrói , se destrói....
Muita calma, prestando atenção, sem se concentrar, mais uma vez, vamos nos sentar, no trono de liga de metais do lixo da pertubação que vem se alastrando.
Olhem, é um naufrágio que vejo a minha frente, todos à bordo! O navio vai afundar, levando tudo aquilo que construí! 
Quem vai me acompanhar? quem vai ficar? Olhos indecisos ficam a olhar, pensando, leves pensamentos trufados pela onda inservível de palavras mal faladas, ditas pelo canto da boca que ressoa nas intempéries mal fadadas da fonte do ser.
Ótimo, vou ficar, mas mente vai, já que é o último recanto das idéias mal traçadas, acompanhadas do torpor daquelas dores no joelho que desligam a possibilidade de um truncamento flexográfico da estrutura corroída.