Da lama que esconde o abismo
Profundas lágrimas que corroem o dorso
Estorvo que embebece o rosto
Em calmaria que adentra a escuridão
Gélidas ponteiras de dor escalpelam a alma
Em torno de montanhas de suntuosas feridas
O corpo definha em rumo a tormenta
Sussurro que arbitra a entonação
Devaneio que agita a imaginação
O sangue que aqui escorre por entre lágrimas
Deita em eterno sono de derrocada
O suor que atiça a libido
É a ilusão de um corpo carcomido
Explodindo através das têmporas o medo
De outra implosão de pesadelos
E na breve calmaria que adentra a noite
Os passos e cânticos da eterna vigília
Que perpassa o sono e o despertar
Por entre mágoas que sonham aflitas
E por entre essas veias envenenadas
Com a percepção da fria realidade
O gorjear da ânsia que envolve o existir
Peso da matéria que existe no meu ser
Assim sendo imune ao vil calor
E que passa por entre o ardor da dor
O anseio por uma vida imortal
Restos do corpo em espectro sepulcral.....

Nenhum comentário:
Postar um comentário