O símbolo sagrado
Que se expõe sem harmonia
Essa imagem mal fadada
Que enxergo no espelho
E o passo da percepção
De um mundo material
Realidade lancinante
Que aqui faz sua morada
E na entranha de um sentir
Um holocausto do real
O império da mentira
Que desponta deste local
Assim sendo o horror
Um espectro do querer
Porém é um pote vazio
Que se quebra ao amanhecer
Entre as frias sensações
Que se embolam no calor
Destreza da emoção
Que desanda em ardor
E na súplica que faço
Pare este maldito sentir
Tormento que realiza
Vindo de dentro a fluir
O suplício é emoção
Que se faz em esplendor
Mas a chama que se acende
Queima da cabeça ao coração
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