terça-feira, 27 de abril de 2021

Monstruosidade

Pensamentos formados em vieses de lugar nenhum

Sinfonia que ecoa por um vazio cerebral

Perdida em sonhos que voam de um túmulo de papel

Derretendo as entranhas de um amargo gosto final


Solitude que caminha por entre direções

Embargos de uma trama mal fadada

Cantos de uma soturna embriaguez

Avarenta retomada


Em vielas tortuosas que se achegam

Bestificadas em sua pura sensação

Dominadas por vultos grosseiros

De um martelo enferrujado da perdição


Sonhos que perpetuam o limiar

Entre a loucura e a estupidez

Presença indigna que se perfaz

Terrível indiferença e insensatez


O perpetuo movimento ascendente

Da eterna agonia visceral

Sempre desfaz a sintonia

Borrões de uma vida irreal


 


 

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