Pensamentos formados em vieses de lugar nenhum
Sinfonia que ecoa por um vazio cerebral
Perdida em sonhos que voam de um túmulo de papel
Derretendo as entranhas de um amargo gosto final
Solitude que caminha por entre direções
Embargos de uma trama mal fadada
Cantos de uma soturna embriaguez
Avarenta retomada
Em vielas tortuosas que se achegam
Bestificadas em sua pura sensação
Dominadas por vultos grosseiros
De um martelo enferrujado da perdição
Sonhos que perpetuam o limiar
Entre a loucura e a estupidez
Presença indigna que se perfaz
Terrível indiferença e insensatez
O perpetuo movimento ascendente
Da eterna agonia visceral
Sempre desfaz a sintonia
Borrões de uma vida irreal
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