domingo, 13 de junho de 2021

A tormenta

O intenso orvalho do meu pesar

Amanhece em vultos de confusão

A teia da semente do ódio

Profundo em todas as minhas veias


Em vieses de afirmação 

Da conformidade em existir

Enquanto sombra de um ideal

Que nunca vai atingir 


E por esse caminho insano

Correndo para o fim

O eterno sufocar

Do próprio suplício 


A aura da  confiança 

Definha pela queda

Do topo da montanha

Em que ficam as sequelas 


E no alto da frustração 

Dessa derrota do real

O sentimento com que luto

Me atormenta no abissal


E o fim que tanto almejo

O alívio final

Te suplico ó gloriosa 

Aquela do manto mortal





Um comentário:

  1. Somos vitrais, prismas, coleção de muitos seres em um só. O vôo para o abismo muitas vezes é inevitável, inexplicável mas quando prestes a atingir o fundo tem algo nesse puzzle interior que nos iça, nos trás de volta. Volta...volta...e sempre vai voltar!

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