O sopro gelado que corre pelas veias
O destino encarnado que sobe a espinha
Malfadado horror que perturba o insano
Dizeres que outrora magoam o indolor
Suspiros que imolam a alma
Delírios que desabam em desavenças
Roda da fortuna que desvai em sátiras
O apego ao que nunca foi
Em ruínas dentro de sua própria tumba
Em virtudes de laceradas benesses
O amargo veneno recirculado
O sabor do centeio de fel
E o canto da morte ecoa
Nos dentes das montanhas abissais
Por entre a hecatombe da mente
O mar eterno das lamúrias
E ao passo do tempo infinito
Em espaços de sorte definidas
O destino selado habita
O final que espreita na surdina.....
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