quarta-feira, 12 de maio de 2021

Santidade

O sopro gelado que corre pelas veias

O destino encarnado que sobe a espinha

Malfadado horror que perturba o insano

Dizeres que outrora magoam o indolor


Suspiros que imolam a alma

Delírios que desabam em desavenças

Roda da fortuna que desvai em sátiras

O apego ao que nunca foi


Em ruínas dentro de sua própria tumba

Em virtudes de laceradas benesses

O amargo veneno recirculado

O sabor do centeio de fel


E o canto da morte ecoa

Nos dentes das montanhas abissais

Por entre a hecatombe da mente

O mar eterno das lamúrias 


E ao passo do tempo infinito

Em espaços de sorte definidas

O destino selado habita

O final que espreita na surdina.....





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