Em direções estreitas
Por entre as veredas
De um mal caminhar
Na medida que sigo
Por entre essa relva
Espessa em emoções
Que destroçam as pedras
O percalço que vai
Ao encontro do saber
E em vias tortuosas
Se ensandece ao anoitecer
E ao pequeno porvir
De uma longa espera
O açoite maldito
Que se persevera
Ao alcance do chicote
Saboreando o esplendor
Da carne amargurada
Por este eterno furor
Caminhando através
De um poço sem rumo
O entrave que vem
Do semblante obtuso
A suave percepção
De um tenaz que se esvai
Arrebenta em lágrimas
Que destroçam o sentir....
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