segunda-feira, 14 de junho de 2021

O PULSAR

Em instantes variados

O limiar da escuridão

Desponta dos ossos

Se esvai pela carne


E em toda extensão

Do sentir imortal

O cheiro da derrota

Entranhado no âmago


E em frações atemporais

De devaneios insanos

Parte o plano

Rumo ao infinito


Seguindo essa sensação

De um segundo a badalar

O relógio escatológico

Que se põe a rodar


A enxurrada represada

Em transes matinais

Em sua tensão vespertina

Segue ineficaz


Andando por essa terra

De temores viscerais

O encanto do caminhar

Se perde, só se desfaz


E em vertentes do existir

Meras coincidências materiais

Que não impulsionam o sentir

Só destroem o que já não há


E embalada nessa dança

Da eterna sedução

Do encanto da libitina

Sua voz aqui se faz.....




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