Em instantes variados
O limiar da escuridão
Desponta dos ossos
Se esvai pela carne
E em toda extensão
Do sentir imortal
O cheiro da derrota
Entranhado no âmago
E em frações atemporais
De devaneios insanos
Parte o plano
Rumo ao infinito
Seguindo essa sensação
De um segundo a badalar
O relógio escatológico
Que se põe a rodar
A enxurrada represada
Em transes matinais
Em sua tensão vespertina
Segue ineficaz
Andando por essa terra
De temores viscerais
O encanto do caminhar
Se perde, só se desfaz
E em vertentes do existir
Meras coincidências materiais
Que não impulsionam o sentir
Só destroem o que já não há
E embalada nessa dança
Da eterna sedução
Do encanto da libitina
Sua voz aqui se faz.....
Nenhum comentário:
Postar um comentário