quinta-feira, 29 de abril de 2021

Vultos

Perdida por entre as paredes

Vagando entre o oculto

Fumaça que permeia

Fantasma que envolve tudo


Entre condições que se assemelham

A inútil discordância de si mesma

Teme por sua própria existência

Pena por não ter plena consciência 


Vertida em raízes profundas

Deveras enterrado

Um silêncio que assim esconde

O grito do desesperado


E em temores da ascensão

Lembranças que não vingaram

Memória de um afeto ardiloso

De sua própria carne


E em luta tenebrosa

Defende o próprio túmulo

Por entre rodas infinitas

De um sono fugaz profundo....

Grandes vultos da humanidade eram médiuns — Correio.news

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Solidão

Em profunda profusão

De magnânima confusão

Perdida em loucuras de uma vida

Perplexa pela invasão


Surtos de melancolia 

Marcas de um pesar

Emoções mal vividas

Vivendo pela beira do limiar


Em galhos tortos de si

Fomentando o próprio balanço

Pendendo com seu peso

Em sua trajetória final


Sonhando com aquilo que vivência

Derrubada em toda sua existência

Em transe eterno que vive

Sem despertar do próprio sono


Restos de agonia

Invadem a menta insana

Rostos que assombram

Lembranças do retorno



 

terça-feira, 27 de abril de 2021

Monstruosidade

Pensamentos formados em vieses de lugar nenhum

Sinfonia que ecoa por um vazio cerebral

Perdida em sonhos que voam de um túmulo de papel

Derretendo as entranhas de um amargo gosto final


Solitude que caminha por entre direções

Embargos de uma trama mal fadada

Cantos de uma soturna embriaguez

Avarenta retomada


Em vielas tortuosas que se achegam

Bestificadas em sua pura sensação

Dominadas por vultos grosseiros

De um martelo enferrujado da perdição


Sonhos que perpetuam o limiar

Entre a loucura e a estupidez

Presença indigna que se perfaz

Terrível indiferença e insensatez


O perpetuo movimento ascendente

Da eterna agonia visceral

Sempre desfaz a sintonia

Borrões de uma vida irreal


 


 

segunda-feira, 26 de abril de 2021

A Estranheza


O incerto que caminha a passos estreitos

Sussurrando temores em teu torpe lamento

Viagens temidas que açoitam teu percalço


A ode ao entusiasmo sorumbático

O canto de um sibilo desgrenhado

Um rosto mal formado de dores viscerais


Deleite que voa por sobre montanhas abissais

Busca por dádivas que não foram entregues

Assoviando para os abutres da esperança


Inserto em artes cadavéricas

Mancomunadas com flagelos imortais

Espirito dilacerado em formas não triviais



 


domingo, 25 de abril de 2021

Lancinante vontade

Enterrada nas veias

Crises insanas

Do mar de paixões 


Cortes profundos

Encobrem o temor

Súplica velada

Ao eterno estupor 


Carne que deseja

A mais profunda cisão 

Jorrando o vermelho

Fluido da vida animal


O balanço do relógio 

Do universo interior

Torna cada vez 

Mais odiosa tal dor


Em camadas de proteção 

Alvejadas em lama 

O sono profundo

Aguarda para sempre



sábado, 24 de abril de 2021

Santidade

O santo dilema
De um existência mal vivida
O laço fraterno da solidão
Que amarra o tenaz ódio que emana

A posição de uma relação extenuada
Com o próprio pensamento vilipendioso 
De uma forte emoção carcomida
De um pisar mal encaminhado

O surto de um calor invernal
De uma palavra mal dita
O alicerce de um fim
O internato de uma alma quebrada

Saciar o caos interno
Desmistificar o passado
Enveredar por entre sua mente
O lento caminhar rumo a precipício

O sumiço da própria essência
A revelação de um clamor
De um porvir incessante
De um leito de descanso

Passos lentos rumo ao final
O canto que esvazia o teatro
Das canções que se forçam ao perdão
Lento caminhar que se finda

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Sentimento


Sensações de vazio

Atormentam o pensar

O medo de um novo dia

Emerge do raiar do próprio fôlego 


Sonhando acordada

Com o meio de se terminar 

Com o próprio suplício 

De uma tormenta de lágrimas não choradas


O rasgo na carne 

Já não traz alívio

O doce momento

Em que se inspira o temor 


Em um quarto escuro

Divaga por entre emoções 

Dor, raiva e rancor

Despertam de uma paixão


Em soluços de inquietude 

Abarcam os momentos agonizantes

Glória que emerge

Do fundo de um abismo literário 


Códigos que trazem segredos 

O véu da verdade não se sustenta

Incólume sofrimento que persiste 

Por entre as veias mal abertas


O sangue que assim carrega

O fardo do existir 

Por entre medos e emoções 

O fluido que vai se extinguir.....




Súplica

Despertai ó símbolo imortal
Nos vagos campos mentais
De uma nova era agonizando
Mutilando minha própria convicção

Suplicai ao mártir da esperança 
Em uma dança bestial
De súplicas mal elaboradas
Que invertem a lógica moral

Rogai ao santo pecado
A última forma de seu prazer
Residindo em sua torpe agonia
De uma vida em pastos de vazio

Destroçai ó clamor infernal
Que abraça com leveza
O tédio da vazia existência
Entre escombros de sua própria prisão

Aparvalhai tua sentença
Em túmulos de agonia
Matrizes de um algoz
Que ronda tua indiferença

Encorajai o teu caminhar
Em vidas desperdiçadas
Uivando para o temor
Soluçando em intempéries

Incinerai o manto
Que cobre o fundo do abismo
Cortando os pulsos do lamento
Em busca do satisfatório
Pesar...... 

quinta-feira, 22 de abril de 2021

vida?

Sem vontade
Tolhida de si
Em vieses truncados
No torpe porvir

Sem ação
Estende tua mão
Para não se afanar
Do próprio pesar

Sem emoção
Olhares vazios
Que encontram o luar
Doce solidão

Sem paixão
Queima a própria vereda
De bosques mentais
Que aproximam de ti mesma

Sem vida
O grande ato
De um martírio final
O longo caminho
do abismo...

terça-feira, 20 de abril de 2021

......

Incólume devaneio

De um sono sem fim

Atordoada pela amalgama 

Da profusão de pesares


Embalada em uma cantiga

De um tenaz sofrimento

Chagas de uma sociopatia

Aveludada pelo querer


Carnívoros que a devoram

A forma final de uma glória

Em transe supremo

Recebo este duro golpe


Em plena sabotagem

Do processo mental

Esvaziada de significado

O que existe? O que é real?


Vultos de uma coerção

Imaginados pela presença espectral

A sonolência invoca o ardor

Do fato ao final


quinta-feira, 15 de abril de 2021

Fulgor


Chamas ardentes de um poço sem fundo

Calor emanando das células em fusão

Chamado que consome o tempo 

Ciclo que fecha em si mesmo


Conluio celestial que invoca

Clama por liberdade em pleno funeral

Coesão que por fim vem a delimitar

Castas mal formadas em um suposto limiar


Consorte em nossa própria ilusão

Caminhamos rumo ao retiro mental

Cérebro em agonia

Consumido em malversação  



Cambaleando por entre pensamentos

Caindo por entre emoções viscerais

Carcomido em paixões obtusas

Chegando ao descaso fatal.....


quarta-feira, 14 de abril de 2021

Coração

Intocado

Mal amado

Destroçado

Judiado


Tomado em dores

Acharcado em temores

Destruído em horrores

Tocado por ardores


Incalculável

Metástase

Espalha

Raiva


Súbito mal

Invoca o horror

Carcaça desfalecida

Principio do esplendor 





Sonhar

Em sonhos que vem

Doces Ilusões

Fatídico limiar

Entre a realidade e o sonhar


Amargura de sobreviver

Ao tenaz puxar do fio tecido

Moiras que me empurram

Ao final do precipício


O astro que reluz

Em minha atitude fugaz

Relâmpago que me conduz

Ao triste desencorajar


Alma que pena em agonia

Espreita por entre galhos de um pomar

Feito de frutas podres que se esvaem

Em meio ao doce torturar


Em atroz decepção de uma peleja sem fim

Em um fugaz de uma era amaldiçoada

Explode por entre entranhas mal formadas

Colóquio mental....


 

terça-feira, 13 de abril de 2021

Horizonte



Em meio ao caos

Vultos disfarçados

Perpetram o limiar

Do horizonte além do alcance


Em meio ao andar

Caindo por assim dizer

Lamentos incólumes da eternidade

 Em extrema agonia


Em meio aos passos

O retorno inquebrável

O manto da derrota

Espirito derradeiro


Em meio a paixão

Eviscerando o torpor da mente

Prostrado em seu altar

Ego vil se alimenta


Em meio a morte

Lares em construção

Chama que se esvai em meio a ventania

Liberta o ser.

quinta-feira, 8 de abril de 2021

Vísceras



Turbilhão de lágrimas

Evisceram a carne podre

O final de um ato performático

De um desencanto mal alinhado


O estigma marca com profundidade

A cicatriz marcada na pele até os ossos

Amalgama de toda perdição

O pus vil que desperta pelos olhos


Torpe reconciliação

Entope as veias de um coração maltrapilho

Diante a ascendência da emoção

A fúria de um golpe certeiro no cérebro


Reações em cadeia

Marcam o inicio do fim

A tragédia se anuncia

Impulsão de um despertar


Diante de hemorragia visceral

A rendição de uma vida

Sacrifício a ser feito



 


quarta-feira, 7 de abril de 2021

ATOS


Abstruso

No fundo da mente

A dor da existência

Nunca aparenta

Que irá se desgastar


O ardil

Enganando as aparências

Do vil caminhar

Entre ações encenadas



O teatro

Martirizando o pesar 

Tumbas de um passado secular

Em sonho petrificado

Como o ar que lhe falta nos pulmões



O pesadelo 

Falácias de uma era

O sono mais profundo

Trás as lágrimas de um suspirar


A morte

Trás consigo a esperança

Performance celestial

Pulando do abismo

Encontrando o deserto do real