E o sarcasmo real
Que se encontra no padecer
De um eterno amanhecer
Entre vias escuras
Da mente insana
E os vapores corpóreos
Que instigam a farsa
Da existência plena
Entre curvas entranhas
De uma terra reticente
O embrionário
Perdão que se adentra
De um desfeito que clama
Entre horrores que ficam
Nos percalços da mente
O socorro que não chega
De um pedido que não foi feito
Um grito sufocado
Que estufa o peito
E assombra o rosto
Intriga mortal
Que afeiçoa o seu laço
De um corte profundo
Na carne amargurada
De um estágio avançado
E o barulho da mordaça
Que lhe foi presenteada
Em sua própria sabedoria
Na sua alma entrelaçada
Em contusão
Profundas são as veias
Desse corpo mal acabado
Que foram se estendendo
E o sangue colapsado
Destoa do existir
Em faces de um horror
Que se adentra na emoção
Das paixões que se amontoam
E enclausuram o coração
Um tornado
Se são em vias de se acabar
Que se encontra a esperança
Nesse rito de passagem
De um sopro de vida
Surge a fúnebre dança....
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