quinta-feira, 5 de agosto de 2021

GRITOS

E o sarcasmo real

Que se encontra no padecer

De um eterno amanhecer

Entre vias escuras

Da mente insana


E os vapores corpóreos

Que instigam a farsa

Da existência plena

Entre curvas entranhas

De uma terra reticente


O embrionário

Perdão que se adentra

De um desfeito que clama

Entre horrores que ficam

Nos percalços da mente


O socorro que não chega

De um pedido que não foi feito

Um grito sufocado

Que estufa o peito

E assombra o rosto


Intriga mortal

Que afeiçoa o seu laço

De um corte profundo

Na carne amargurada

De um estágio avançado


E o barulho da mordaça

Que lhe foi presenteada

Em sua própria sabedoria

Na sua alma entrelaçada

Em contusão


Profundas são as veias

Desse corpo mal acabado

Que foram se estendendo

E o sangue colapsado

Destoa do existir


Em faces de um horror

Que se adentra na emoção

Das paixões que se amontoam

E enclausuram o coração

Um tornado


Se são em vias de se acabar

Que se encontra a esperança

Nesse rito de passagem

De um sopro de vida

Surge a fúnebre dança....




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