quarta-feira, 30 de junho de 2021

O incêndio

O silêncio infinito

Que percorre o interior da alma

Em um lodo de existência

Por sobre uma alegoria de sofrimento


E uma tristeza sem fim

Que percorre o amargor

Da insistência em viver

Na presteza da finalidade


E um surto de descolamento

Do teor em que se aperfeiçoa

A herança em suma perfeição

Da morte que se perfaz


A ironia do amalgama 

Das dores que se afundam

Cada vez mais suave

Cada vez mais profunda


E no limiar dessa sensação

A pergunta que se perfaz

Será que devo seguir?

Ou será que devo parar?



sexta-feira, 18 de junho de 2021

Imagem

O símbolo sagrado

Que se expõe sem harmonia

Essa imagem mal fadada

 Que enxergo no espelho


E o passo da percepção

De um mundo material

Realidade lancinante

Que aqui faz sua morada


E na entranha de um sentir

Um holocausto do real

O império da mentira

Que desponta deste local


Assim sendo o horror

Um espectro do querer

Porém é um pote vazio

Que se quebra ao amanhecer


Entre as frias sensações

Que se embolam no calor

Destreza da emoção

Que desanda em ardor


E na súplica que faço

Pare este maldito sentir

Tormento que realiza

Vindo de dentro a fluir


O suplício é emoção

Que se faz em esplendor

Mas a chama que se acende

Queima da cabeça ao coração



 

Reverbera

São abertos os portões

As bestas se aninham

Nessa luta insana

Do flagelo da agonia


E na espiral do infinito

Que imanta os corações

Punhaladas certeiras

Que destravam solidões


O muro que aqui se ergue

Cada vez mais frágil

A cerâmica que se quebra

Ao primeiro som de estalo


E essa fria sensação

Fúnebre que me cai

Trancada nesse caixão

De uma raiva voraz


O insosso do meu ser

Que se amarra na prisão

Desse insistente tormento

A insistente ambição


E as formas espectrais

Que perpassam em minha mente

Se colocam a dançar

Em um escárnio ascendente


Não te aflijas ó estranho

Que se passa no umbral

Desta tola resistência

É o menor daquele mal....







Gloriosa

O fogo que exala

De uma maldita visão 

Pervertida em ódio insano

Que apodera o meu ser


E na calada vil

Que se apossa do pensar

Exala o odor

De ferro rubro que se esvai


No tecido neuronal

Que se explode em distensão 

O erro da criação 

Esse antro de maldição 


O escuro que aparece 

E invade o meu querer 

De forma belicosa

Se afunda sem sorver


Passos fracos em direção 

A clareira da perdição 

Nessa eterna dança 

Que mutila minha sensação 


E com a fraqueza deste sentir

Me coloco a disposição 

Para que ela venha logo

E alivie essa tensão 





Realidade

O ranço do existir 
O percalço do resistir
A visão amarga
De si própria 

O lance de escadas
Que sobe pesado
Entre os degraus
De uma mente atormentada

E o suor frio
Que cai dos recantos
Profundos da alma
Em extrema agonia

A amálgama da vida
Forçada em resistir 
Por um sentido vazio
Que percorre o infinito 


Grilhões de vidro
Que trituram o pulsar
E assim se esvai
O senso do sentir

Na ferocidade do vão 
Que se abre nessa angústia 
De um tormento celestial 
Daquilo que já fui

E assim na percepção 
De um rasgo que foi feito
Nessa carne amargurada
Sem limite seu efeito

E o vácuo que se estende
Nessa curva sensorial
Será o peso da existência?
Ou o abismo do real?




quarta-feira, 16 de junho de 2021

E o salto mortal
De uma pedra oculta 
Que incendeia o pesar
De uma vida curta

Sobre as loucuras mentais
O festim de reações 
Que se propagam no ar
E se enterram na pele

E a mazela cruel 
Quem vem do amanhecer 
Por sobre falas que não se escutam 
Vozes que não se fazem ser

O último recanto
Do eterno sibilar
Daquele som que escuto 
O canto do pesar

E por veios de rios
De águas turvas
Se erguem montanhas
Fundadas na loucura

terça-feira, 15 de junho de 2021

Belicoso

E o passo segue
Em direções estreitas
Por entre as veredas
De um mal caminhar

Na medida que sigo
Por entre essa relva
Espessa em emoções
Que destroçam as pedras

O percalço que vai
Ao encontro do saber
E em vias tortuosas
Se ensandece ao anoitecer

E ao pequeno porvir
De uma longa espera
O açoite maldito
Que se persevera

Ao alcance do chicote
Saboreando o esplendor
Da carne amargurada
Por este eterno furor

Caminhando através
De um poço sem rumo
O entrave que vem
Do semblante obtuso

A suave percepção
De um tenaz que se esvai
Arrebenta em lágrimas
Que destroçam o sentir....




segunda-feira, 14 de junho de 2021

O PULSAR

Em instantes variados

O limiar da escuridão

Desponta dos ossos

Se esvai pela carne


E em toda extensão

Do sentir imortal

O cheiro da derrota

Entranhado no âmago


E em frações atemporais

De devaneios insanos

Parte o plano

Rumo ao infinito


Seguindo essa sensação

De um segundo a badalar

O relógio escatológico

Que se põe a rodar


A enxurrada represada

Em transes matinais

Em sua tensão vespertina

Segue ineficaz


Andando por essa terra

De temores viscerais

O encanto do caminhar

Se perde, só se desfaz


E em vertentes do existir

Meras coincidências materiais

Que não impulsionam o sentir

Só destroem o que já não há


E embalada nessa dança

Da eterna sedução

Do encanto da libitina

Sua voz aqui se faz.....




domingo, 13 de junho de 2021

A tormenta

O intenso orvalho do meu pesar

Amanhece em vultos de confusão

A teia da semente do ódio

Profundo em todas as minhas veias


Em vieses de afirmação 

Da conformidade em existir

Enquanto sombra de um ideal

Que nunca vai atingir 


E por esse caminho insano

Correndo para o fim

O eterno sufocar

Do próprio suplício 


A aura da  confiança 

Definha pela queda

Do topo da montanha

Em que ficam as sequelas 


E no alto da frustração 

Dessa derrota do real

O sentimento com que luto

Me atormenta no abissal


E o fim que tanto almejo

O alívio final

Te suplico ó gloriosa 

Aquela do manto mortal





sexta-feira, 11 de junho de 2021

Caminhar

O sussurro que ouço em meu sono

O dilema daquele existir

Será por fim o real?

Ou apenas o tão esperado fim?


Sombria e crua decepção

De mais um raio de sol

Que queima em minha carne

Cruel sensação


O âmago da existência

Se desvia da sensação

De uma eterna labuta

Em busca da perdição


E por entre distâncias colossais

De um rumo mal cabido

O teto da euforia

Nem sequer foi construído


E a sinistra resolução

De viver assim então

O eterno desespero

A pior sensação


E assim seguindo o jogo

Perverso e imoral

De prosseguir na existência

Sem um plano banal

Percussorem


Extasiada em euforia misantrópica

As cortinas da derrota que se fecham

Digna coragem soberana

A tempestade  de lágrimas, o ardor


Em cortes profundos

Em busca do alívio final

O odor que se aconchega

Do putrefato abissal


E com sua ternura sagrada

Ceifando aquilo que já foi

Tenebrosa alegoria

Do seu manto de consolo


A visão que fica turva

Entre as medidas que se expulsam

O rubro que escorre

Em perfeita decoração


E o ritmo sincopado

Que se perde sem maestro

O ouvido já não houve

Sua música de lamento


A geada se aproxima

Tenebrosa sensação

A neve se prontifica

E cobre toda região


E por fim aquele instinto

Gigante e magistral

A percepção do todo

Se despede do real


E assim se deleita em profusões

De temores que outrora foram

Não se ouve mais o canto

O lamento já se calou



Sonhar com morte: os possíveis significados e interpretações

Escuro

O intenso caminhar

Por entre a iludida visão

Da amargura da alma

Que se move em decepção 


Por entre percalços que caminho

O intenso farfalhar da escuridão

O culto de uma sentença

Em vazios da indiferença


A ternura do soturno

Doce abraço da decepção

Em vias tortuosas

Do calor da tentação


E em sinceras coalisões

De forças adjacentes ao querer

Por esferas de ilusão

O torso da rotina do escurecer



quarta-feira, 9 de junho de 2021

O canto dos desesperados

O passo que afunda no lodo
Da lama que esconde o abismo
Profundas lágrimas que corroem o dorso
Estorvo que embebece o rosto

Em calmaria que adentra a escuridão
Gélidas ponteiras de dor escalpelam a alma
Em torno de montanhas de suntuosas feridas
O corpo definha em rumo a tormenta

Sussurro que arbitra a entonação
Devaneio que agita a imaginação
O sangue que aqui escorre por entre lágrimas
Deita em eterno sono de derrocada

O suor que atiça a libido
É a ilusão de um corpo carcomido
Explodindo através das têmporas o medo
De outra implosão de pesadelos

E na breve calmaria que adentra a noite
Os passos e cânticos da eterna vigília
Que perpassa o sono e o despertar
Por entre mágoas que sonham aflitas

E por entre essas veias envenenadas
Com a percepção da fria realidade
O gorjear da ânsia que envolve o existir
Peso da matéria que existe no meu ser

Assim sendo imune ao vil calor
E que passa por entre o ardor da dor
O anseio por uma vida imortal
Restos do corpo em espectro sepulcral.....
Desespero! Precisamos de ao menos um candidato - Opinião Sem Medo!

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Derrocada

História Alma Perturbada - História escrita por NickSans321 - Spirit  Fanfics e Histórias

O cume do ódio

Sobrepõe a pastagem do querer

Em tons de derrota

Sucumbindo ao entorpecer


Em vieses mal amados

Troncos que entranham na alma

O custo de um saber

Mal edificado em meu ser


A lenda de uma vitória

Perpassa o canto de derrota

Em suma importância

Da permanente discórdia


Sonhos que entram por entre frestas

Do eterno pesadelo cristalizado

Turbilhões em vias mentais

Que se esvaem por entre migalhas


Permanece em ascensão

A saída magistral

Por entre a porta do oculto

Sombras de uma existência....




Depressão: vida cinza e sem gosto | Blog Psicoblog da Rede Globo