sexta-feira, 11 de junho de 2021

Percussorem


Extasiada em euforia misantrópica

As cortinas da derrota que se fecham

Digna coragem soberana

A tempestade  de lágrimas, o ardor


Em cortes profundos

Em busca do alívio final

O odor que se aconchega

Do putrefato abissal


E com sua ternura sagrada

Ceifando aquilo que já foi

Tenebrosa alegoria

Do seu manto de consolo


A visão que fica turva

Entre as medidas que se expulsam

O rubro que escorre

Em perfeita decoração


E o ritmo sincopado

Que se perde sem maestro

O ouvido já não houve

Sua música de lamento


A geada se aproxima

Tenebrosa sensação

A neve se prontifica

E cobre toda região


E por fim aquele instinto

Gigante e magistral

A percepção do todo

Se despede do real


E assim se deleita em profusões

De temores que outrora foram

Não se ouve mais o canto

O lamento já se calou



Sonhar com morte: os possíveis significados e interpretações

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