sexta-feira, 18 de junho de 2021

Reverbera

São abertos os portões

As bestas se aninham

Nessa luta insana

Do flagelo da agonia


E na espiral do infinito

Que imanta os corações

Punhaladas certeiras

Que destravam solidões


O muro que aqui se ergue

Cada vez mais frágil

A cerâmica que se quebra

Ao primeiro som de estalo


E essa fria sensação

Fúnebre que me cai

Trancada nesse caixão

De uma raiva voraz


O insosso do meu ser

Que se amarra na prisão

Desse insistente tormento

A insistente ambição


E as formas espectrais

Que perpassam em minha mente

Se colocam a dançar

Em um escárnio ascendente


Não te aflijas ó estranho

Que se passa no umbral

Desta tola resistência

É o menor daquele mal....







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