São abertos os portões
As bestas se aninham
Nessa luta insana
Do flagelo da agonia
E na espiral do infinito
Que imanta os corações
Punhaladas certeiras
Que destravam solidões
O muro que aqui se ergue
Cada vez mais frágil
A cerâmica que se quebra
Ao primeiro som de estalo
E essa fria sensação
Fúnebre que me cai
Trancada nesse caixão
De uma raiva voraz
O insosso do meu ser
Que se amarra na prisão
Desse insistente tormento
A insistente ambição
E as formas espectrais
Que perpassam em minha mente
Se colocam a dançar
Em um escárnio ascendente
Não te aflijas ó estranho
Que se passa no umbral
Desta tola resistência
É o menor daquele mal....

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