quarta-feira, 28 de julho de 2021

Equílibrio

E o balanço continua

Em movimento pendular

Sobre sua própria forma

Anula o seu extasiar


O contraste da sensação

Que se amplia em emoções

Sobre o tenso existir

Derrubada em ilusão


Por entre caminhos extensos

Em voltas infinitas

Em uma dimensão contornada

Da desenfreada ambição


E essa tenra agonia

Que perpassa o tempo

De um lapso de realidade

Que acentua  o desejo


Sinistra amargura

Desenvolta em laços

Que se torcem em meu pescoço

E ampliam o pesar


E nessa longa estrada

Que parece não ter fim

O salto que se aproxima

Do eterno não existir


E sobre mechas viscerais

De um açoite fatídico

Que se estende nessa porta

Do sonhos dos loucos....




terça-feira, 6 de julho de 2021

A Ilusão

E o entrave se apresenta

Ardil em sua tormenta

Entre turbilhões do pensar

Sem aviso se põe a chorar


E na outrora era que se vai

O pensamento emocionado se desfaz

E enxerga dentro da realidade

O profundo abismo que se encontra


E nessa andança infinita

Por entre paixões escarnecidas

Nas entranhas de uma alucinação

Sente a infâmia de sua solidão


Essa ânsia que se faz

Presente em profunda agonia

Entre as feras da sua própria mente

Que dilaceram sua própria carne


E o muro que se ergueu em sua volta

Lhe dá o tom da derrota

Essa que veio de si mesma

A revolta contra seu próprio pesadelo


Criação que lhe foi concedida

Por sua própria existência mal vivida

E nessa extrema cadência

De atos que se esvaziam


E o surto que se inicia

No topo daquela epifania

De uma percepção real

Da dimensão do imemorial


E nessa caminhada terrena

Em que essa alma por aqui pena

Nas esquinas das ruas estreitas

Que vagueiam entre tristezas


Essa glória infernal

Que se põe a caminhar

Entre sua própria enxaqueca

De ilusões reais....




sexta-feira, 2 de julho de 2021

O fosso

O estímulo feral

A chaga mortal

A intempérie da alma

Com força espectral


E o sopro da vida

Quase desfaz

Em fuga plena


A barragem da mente

Que represa o pensar

Agressivo, e mortal

Esforço colossal


E no intento do saber

A canção da alegria

Sob uma triste melodia


O estopim de uma guerra

Que se passa no limiar

Na fronteira da loucura

Com o mar sentimental


E o encanto da emoção

Não passa de uma ilusão

Que fere o âmago do existir


Essa dança sem fim

Por um ignóbil lamento

Que encerra em si mesmo

A seu próprio contento


E os passos que se seguem

Em plena alusão

Ao grito de decepção......