E o balanço continua
Em movimento pendular
Sobre sua própria forma
Anula o seu extasiar
O contraste da sensação
Que se amplia em emoções
Sobre o tenso existir
Derrubada em ilusão
Por entre caminhos extensos
Em voltas infinitas
Em uma dimensão contornada
Da desenfreada ambição
E essa tenra agonia
Que perpassa o tempo
De um lapso de realidade
Que acentua o desejo
Sinistra amargura
Desenvolta em laços
Que se torcem em meu pescoço
E ampliam o pesar
E nessa longa estrada
Que parece não ter fim
O salto que se aproxima
Do eterno não existir
E sobre mechas viscerais
De um açoite fatídico
Que se estende nessa porta
Do sonhos dos loucos....