Do súbito despertar
De um sono profundo
De uma egrégora individual
E um sopro de vida
Some na escuridão
Dentre esses apetrechos
De um rosto cicatrizado
O intenso farfalhar
Dos pensamentos
Que vem a tona
E se põem a sibilar
Nessa tormenta de razões
Que se apoderam do ser
O impulso tenebroso
Do fundo do abismo
E em torpes uniões
Entre a carne e o pesar
De uma derradeira derrota
Que se põe a caminhar
Nesse imenso vazio
Onde o fim sempre começa
Por entranhas de um soluço
Que se estende ao infinito
E em tochas reluzentes
Da mente que se atrofia
Se expande além do limite
E se rompe em agonia
E em ruínas do que restou
De um corpo mal vivido
De uma era que se passa
E onde repousa o pesar
Nessa queda rumo a nenhum lugar
De onde se pousam corvos mortos
O rumo que põe a acolher
Em braços esqueléticos do fim....
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