Incólume devaneio
De um sono sem fim
Atordoada pela amalgama
Da profusão de pesares
Embalada em uma cantiga
De um tenaz sofrimento
Chagas de uma sociopatia
Aveludada pelo querer
Carnívoros que a devoram
A forma final de uma glória
Em transe supremo
Recebo este duro golpe
Em plena sabotagem
Do processo mental
Esvaziada de significado
O que existe? O que é real?
Vultos de uma coerção
Imaginados pela presença espectral
A sonolência invoca o ardor
Do fato ao final
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