quarta-feira, 30 de junho de 2021

O incêndio

O silêncio infinito

Que percorre o interior da alma

Em um lodo de existência

Por sobre uma alegoria de sofrimento


E uma tristeza sem fim

Que percorre o amargor

Da insistência em viver

Na presteza da finalidade


E um surto de descolamento

Do teor em que se aperfeiçoa

A herança em suma perfeição

Da morte que se perfaz


A ironia do amalgama 

Das dores que se afundam

Cada vez mais suave

Cada vez mais profunda


E no limiar dessa sensação

A pergunta que se perfaz

Será que devo seguir?

Ou será que devo parar?



Um comentário:

  1. Beber da dúvida é sempre mais interessante do que sorver da certeza e depois se arrepender.

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