O intenso orvalho do meu pesar
Amanhece em vultos de confusão
A teia da semente do ódio
Profundo em todas as minhas veias
Em vieses de afirmação
Da conformidade em existir
Enquanto sombra de um ideal
Que nunca vai atingir
E por esse caminho insano
Correndo para o fim
O eterno sufocar
Do próprio suplício
A aura da confiança
Definha pela queda
Do topo da montanha
Em que ficam as sequelas
E no alto da frustração
Dessa derrota do real
O sentimento com que luto
Me atormenta no abissal
E o fim que tanto almejo
O alívio final
Te suplico ó gloriosa
Aquela do manto mortal

Somos vitrais, prismas, coleção de muitos seres em um só. O vôo para o abismo muitas vezes é inevitável, inexplicável mas quando prestes a atingir o fundo tem algo nesse puzzle interior que nos iça, nos trás de volta. Volta...volta...e sempre vai voltar!
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