quarta-feira, 19 de junho de 2019

Objetivo

Simples e rápido...objetivos traçados não alcançados...
A difusão de idéias se esvai, jogando no limbo da loucura aquela margem de sanidade que tinha ao entrar no jogo mal estruturado de uma reconexão com o eu.
Basicamente, não há uma via única que leve ao melhor caminho, todos os caminhos passam pela perplexidade da desilusão, ótima e última companheira que acompanha os mortais.
Sou eu aquele ser que espero ser, ou aquele ser que veio a ser?
É insano pensar, mas não é são pensar, o paradoxo da existência é aquilo que mais atormenta a mente difusa.
Pretexto da ação é o alcance da magistratura do alto astral, a abundância de blocos felizes, que se alinham ao perverter a ordem natural do desastre.
Sou aquilo que vim sendo, ou venho me tornando aquilo que vim a ser? Não espero o desastre, produzo a calamidade, trago a tona a verdade, ou desisto e me jogo no embate?
Jogo rápido, na calada da noite, sai do obscuro canto mais recluso aquele sentimento mal calado, que se esvai, se corrói , se destrói....
Muita calma, prestando atenção, sem se concentrar, mais uma vez, vamos nos sentar, no trono de liga de metais do lixo da pertubação que vem se alastrando.
Olhem, é um naufrágio que vejo a minha frente, todos à bordo! O navio vai afundar, levando tudo aquilo que construí! 
Quem vai me acompanhar? quem vai ficar? Olhos indecisos ficam a olhar, pensando, leves pensamentos trufados pela onda inservível de palavras mal faladas, ditas pelo canto da boca que ressoa nas intempéries mal fadadas da fonte do ser.
Ótimo, vou ficar, mas mente vai, já que é o último recanto das idéias mal traçadas, acompanhadas do torpor daquelas dores no joelho que desligam a possibilidade de um truncamento flexográfico da estrutura corroída.

Nenhum comentário:

Postar um comentário