quarta-feira, 26 de junho de 2019

abismo

O altar da derrota cintila sob flamejante adoração
Adoração da meticulosa e sagaz tenacidade do pensar
De todas as fraquejantes definições que perpassam o íntimo do ser
A transformação da identidade ultrapassada
Fraca chama que arde sem o combustível
Chama pesarosa que se esvai pela falta de um assopro.

Na borda da chegada de uma monstruosidade atroz
Vivencia o cume da despedida
Enquanto se abrem as portas do lamento
Configuração infinita de um eterno ciclo

O fim do inicio é aquele mais esperado
A falácia de um ancião que desperta ao ouvir de um uivo de glória
Os passos se aproximam.
Em transe através das estrelas no vasto eterno
Trás consigo a marca de um pesar
Ao fim do que não há escala que comporte a amplitude do pensar

Gestos de despedida


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