E o entrave se apresenta
Ardil em sua tormenta
Entre turbilhões do pensar
Sem aviso se põe a chorar
E na outrora era que se vai
O pensamento emocionado se desfaz
E enxerga dentro da realidade
O profundo abismo que se encontra
E nessa andança infinita
Por entre paixões escarnecidas
Nas entranhas de uma alucinação
Sente a infâmia de sua solidão
Essa ânsia que se faz
Presente em profunda agonia
Entre as feras da sua própria mente
Que dilaceram sua própria carne
E o muro que se ergueu em sua volta
Lhe dá o tom da derrota
Essa que veio de si mesma
A revolta contra seu próprio pesadelo
Criação que lhe foi concedida
Por sua própria existência mal vivida
E nessa extrema cadência
De atos que se esvaziam
E o surto que se inicia
No topo daquela epifania
De uma percepção real
Da dimensão do imemorial
E nessa caminhada terrena
Em que essa alma por aqui pena
Nas esquinas das ruas estreitas
Que vagueiam entre tristezas
Essa glória infernal
Que se põe a caminhar
Entre sua própria enxaqueca
De ilusões reais....
Tem dias que a memória deveria ser uma bigorna gigante batendo em nossas cabeças e espalhando fragmentos dos nossos pensamentos nas paredes grafitadas da cidade.
ResponderExcluirverdade!
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